
Algumas pessoas acham que sou bom em matemática…. revelo que as vezes me sinto tão perdido com a matemática quanto fiquei a última vez que tentei acompanha um jogo de Rugby (assisti a trágica partida entre Austrália e Inglaterra… ainda não saquei quem ganhou, se é que alguém ganhou, se é que eles jogam aquilo para ganhar) mas admito que gosto, principalmente que admiro.
Entre os matemáticos, o meu preferido é Gauss. Velinho bacana, dedicou sua vida inteira para a matemática. O que ele fez de importante? Uma curva, em formato de sino, simétrica, tipo os peitos da Anita Ekberg ai em cima. A curva tem várias aplicações, ela simplifica vários cálculos complexos, além de ser últil em várias áreas, como estatistica, economia e ai vai (filosofia: cale-se!). A curva de Gauss também é usada pela psicologia (ciência que eu admiro, apesar de ter todo um receio) de forma até que bacana.
Bem, do que eu entendi (na verdade, o que eu gostaria que fosse), a curva de Gauss é usada (na psicologia) para demonstrar a vida. Ela tem o formato de onda, basicamente o formato que a nossa vida vai assumindo com o tempo (hein?). Mais ou menos assim: você ai vivendo, conquistando várias coisas, a vida vai legal (muito bem campeão), isso significa um crescimento na curva. Até chegar ao pico, quando a curva começa a descer… e as coisas vão mal… aquela fase ruim verymotherfucker onde "tudo parece dar errado ao mesmo tempo".
Biene, a minha teoria torta (lá vamos nós) é que a fase ruim existe por causa da fase boa… e vice-versa [nien, a queda só existe por causa do crescimento da curva]. Lembrando que a curva de Gauss é simétrica, ou seja, os dois lados são iguais e tem a mesma intensidade. Ou seja, quanto melhor for um período, pior vai ser a ressaca depois… e tudo isso interligado (parabéns se você conseguiu ler isto até aqui… se fosse eu já teria desistido, ainda dá tempo…). Você somente sabe o que é tristeza se já experimentou uma felicidade inversa. Cai um pouco naquele ponto de pessoas que nascem fudidas nunca vão se importar muito com isso, pois nunca sabem o que é ser um "não fudido".
Pensei nisso por causa do meu pai. Perder ele foi a pior coisa da minha vida, em um momento que tudo parecia dar errado para mim. Mas por que eu senti tanto essa perda? Exatamente por causa dos momentos maravilhosos que ele proporcionou na minha vida. A vida não é só uma curva, mas várias, é como aqueles aparelhos que vão medindo o pulsar do coração, que a minha maravilhosa oficina do diabo me faz a questão de falhar em lembrar o nome… mas enfim.
Cai um pouco em uma outra teoria minha (lá vamos nós novamente…) que para ser feliz você precisa de um motivo, porém para ser triste não precisa de nenhum. Na verdade, para você ficar triste, basta ter sido feliz ou ter conquistado algo. A tristeza (na minha torta opnião) é simplesmente o vácuo que isso causa, ou quando se vai, ou quando satura.
Deus… quanta abóbora… mas acho que é isso. E na minha vida, em que momento da curva estamos? Acho difícil dizer, mais fácil avaliar as que já passaram. Eu diria que olhando para trás, em um período de 3 anos, eu tenho uma curva gigante já superada, e uma menor logo após. Acho que comecei outra faz um tempinho. Difícil saber até onde ela vai, a altura… mas vai bem obrigado, está sendo feita com um pouco mais de cuidado… um pouco de experiência ajuda. Deus, será que tudo depende da intensidade que você coloca no momento que a curva cresce (exige humildade e paciência) e a maneira que você encara o momento que a curva está em declinio (exige pessoas amigas do seu lado)…
Ah, o final de semana foi ótimo, não li nem ouvi nada de novo…. e ainda tô de cara com a pedofilia permitida do Marcelo Camelo e a garotinha que esqueci o nome (Maisa?). Bebi demais, o que talvez seja a razão da ressaca monumental que foi este post.