Última parte dos flashbacks… e fim do blog também. Amei tudo e por muito tempo ainda vou amar. Mas de fato agora é só lembrança. Na minha vida sempre vou ter vocês, espero que tenha um pouco de mim também. Assistam o que vale a pena, leiam o que é bom e escutem rock. É isso.

Escrevi isso quando meu pai se foi. Bom, aqui neste espaço o que eu tinha para dizer é isso. Vamos para novos lugares agora.

É fato que estou triste, estou sentindo a falta dele, como se faltasse algo essencial em mim. Como se fosse algo instântaneo, chegar em casa e conversar sobre o vestibular com ele, eu mal percebia, mas conversava tranquilamente, sem ficar pensando se ele vai gostar ou não de escutar aquilo. Ou sobre as aulas de volante que estou tendo. É difícil não pensar ou lembrar dele, até o barulho que o carro faz eu tento fazer igual ao que ele conseguia fazer.

Meu pai mudou muito e soube mudar, fez bobagens que ficaram pequenas, ou melhor, invisíveis perto do bem que ele fez e faz.
Cobrei muito do meu pai a vida inteira, agora quero lhe dar paz… e orgulho. Foram tantas (muitas mesmo) as pessoas que vieram dizer que meu pai era como um pai para eles. Sei que existe esta bobagem de "agora que ele se foi ele é perfeito" e coisa e tal… Mas com meu pai foi muito diferente. Meu pai soube viver, e como um humano, passou dificuldades, tinha muitos erros, mas é impossível não orgulhar do que ele deixou para mim e para todo mundo que teve contato com ele.

Trabalhar, trabalhar para conseguir o que é seu, lutar, estudar, não ter vergonha e ter humildade. Meu pai deixou uma história fascinante, uma coragem impressionante. Desde ser professor no meio da roça, ir para brasília quando a capital tinha só dez anos desde a sua inauguração, ir embora da mesma capital para vir estudar no Senai de São Paulo. Quando conversei com alguns conhecidos antigos de São Paulo (que vieram de Ônibus, de madrugada só para ver o meu pai pela última vez) eles confirmaram aquilo que eu via e vejo no meu pai. Um homem que trabalhou e lutou por tudo que tinha. E nem no fim da vida ele parou, sempre em frente.

Chegou a hora de descansar um pouco né pai. Não sei o que o Senhor está fazendo agora, mas aposto que deve estar tentando entender um pouco mais o que está para vir agora. Ou quem sabre reencontrando pessoas queridas, de Minas, Brasília ou São Paulo. São tantas pessoas que adimiravam meu pai. Sinto sua falta, mas pode ter certeza que o senhor vive em mim, pois eu sou o senhor, a sua continuação em vida, por tudo aquilo que me ensinou e continua me ensinando.

Sem o Senhor vai ser difícil, mas eu sei que o senhor está ainda mais próximo de mim, eu sinto, e quero deixa-lo ainda feliz.

Sinto vontade de viver, como meu Pai teve, naquela cama de hospital, cheio de tubos, mas sorrindo pra gente, escondendo muitas vezes o que ele tava sentindo. Quero seguir em frente, lutar pelo que é meu, pois meu pai merecia ainda mais, muito mais.

Então é isso, continuar e lutar.